A lesão hepática induzida por medicamentos idiossincráticos (DILI) é uma reação adversa inesperada a medicamentos convencionais e suplementos herbais/dietéticos, sendo uma das causas mais frequentes de retirada de medicamentos. A rechallenge, que é a reexposição ao medicamento suspeito após um episódio de DILI, oferece fortes evidências em favor do diagnóstico de DILI, mas sua prática levanta preocupações éticas e práticas.

Autores:

J.M. Pinazo-Bandera, H. Niu, I. Alvarez-Alvarez, I. Medina-Calíz, E. Del Campo-Herrera, A. Ortega-Alonso, M. Robles-Díaz, N. Hernández, R. Paraná, V. Nunes, M. Girala, F. Bessone, M.I. Lucena, R.J. Andrade, M. García Cortés.

Métodos:

O estudo incluiu casos dos registros espanhóis e latino-americanos de DILI. Foram analisados dados demográficos, características clínicas e desfechos de casos com rechallenge positivo, de acordo com as definições CIOMS/RUCAM e critérios atuais.

Resultados:

De 1418 pacientes com DILI idiossincrático, 58 casos apresentaram rechallenge positivo (4,1%). Esses pacientes tiveram uma duração mais curta da terapia e latência, mas um tempo prolongado de recuperação. O principal medicamento implicado foi a amoxicilina-clavulanato (17%). A maioria dos eventos de reexposição foram não intencionais (71%).

Conclusões:

Os episódios de rechallenge foram caracterizados por menor duração da terapia e latência, e maior tempo para resolução, mas sem aumento na incidência de desfechos fatais. Propõe-se que ALT ≥3 vezes o limite superior da normalidade (ULN) e/ou ALP ≥2 vezes ULN, independentemente do padrão de dano, seja a nova definição de rechallenge positivo em DILI.

Este resumo fornece uma visão geral concisa dos principais achados e implicações do estudo sobre rechallenge em DILI, destacando a necessidade de critérios claros para definir rechallenge positivo e as implicações clínicas de tais reexposições.

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