Esteatose hepática

É muito importante que tenhamos conhecimento sobre quem devemos procurar quando sentimos certos sintomas, afinal existem inúmeras especialidades médicas, e uma delas é a Hepatologia. Os médicos hepatologistas são responsáveis pelos estudos de métodos de prevenção, o diagnóstico e a gestão das doenças que afetam o fígado, a vesícula biliar, a árvore biliar e também o pâncreas. E a EH (esteatose hepática) é uma doença localizada no fígado, veja então mais sobre o que é a esteatose hepática não
alcoólica e seus sintomas abaixo.

Definição do que é a Esteatose Hepática (EH)

A esteatose hepática (EH) é uma doença que causa como acúmulo de lipídios no citoplasma de hepatócitos, quando representam mais de 5% do fígado. Ela também é dividida em dois grandes grupos:

  1. Primeiro grupo: causada pelo consumo excessivo e crônico de bebidas alcoólicas;
  2. Segundo grupo: acontece por outros fatores de risco e é também conhecida como Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA).

Epidemiologia e fisiopatologia da Esteatose Hepática

A esteatose hepática é uma doença mais comum em pacientes entre 50 e 60 anos. Porém, cada vez mais, tem ocorrido casos em crianças. A EH está intimamente relacionado ao estilo e modo que leva sua vida, normalmente pacientes com o histórico de inatividade física e hábitos alimentares não moderados ou saudáveis, além de fatores associados ao desenvolvimento da síndrome metabólica. Vemos que é uma doença que atinge comumente em pacientes diabéticos, obesos e do sexo feminino.

A patogênese da doença hepática gordurosa não alcoólica ainda não foi totalmente esclarecida. Mas atualmente, a teoria que é mais amplamente apoiada, conta com a resistência à insulina sendo o principal mecanismo que leva as pessoas terem à esteatose hepática e talvez também à esteato-hepatite.

Podemos listar também que o ferro hepático, leptina, deficiências de antioxidantes e bactérias intestinais estão sendo apontados como outros potenciais estressores oxidativos.

Quando o caso da esteatose é por álcool, são diversos fatores que contribuem para o desenvolvimento do fígado gorduroso, a redução da oxidação dos ácidos graxos hepáticos e aumento da lipogênese.

Manifestações clínicas de Esteatose Hepática Gordurosa Não Alcoólica

Quando falamos sobre os casos de Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), cerca de 80% dos pacientes são assintomáticos. Nos outros 20% dos indivíduos, especial e normalmente as crianças, podem se queixar de fadiga, mal-estar e desconforto no abdômen superior direito.

Quando são feitos os exames laboratoriais, o laboratório pode demonstrar alterações leves, como uma elevação de duas a cinco vezes dos níveis séricos das aminotransferases (ALT e AST) e bilirrubinas.

Diagnóstico de esteatose hepática

Normalmente, o diagnóstico de esteatose hepática é feito de maneira acidental, ocorre pelo encontro de elevações nas enzimas hepáticas ao serem realizados ultrassons no abdômen ou também quando são descobertos sinais de hepatomegalia. Vale ressaltar, que a tomografia computadorizada abdominal e ressonância magnética abdominal conseguem demonstrar sinais de esteatose hepática ou cirrose nos pacientes.

A elastografia hepática, rotineiramente, é utilizada com intuito de classificar a fibrose com base na rigidez do fígado. Estudos tem sido feitos, para que ela também consiga classificar a esteatose hepática.

A biópsia hepática é o padrão de ouro, sendo o mais usado e melhor para quantificar fibrose e inflamação hepática (esteato-hepatite). O problema é que por ser um exame invasivo, ele conta com indicações específicas, tais como elevação persistente das transaminases e pacientes com suspeita de hepatopatia avançada.

Tratamento para esteatose hepática

O tratamento para esteatose hepática não alcoólica em pacientes obesos, consiste na perda de peso. Isso tem sido a principal medida associada à melhora histológica da doença. Sendo que os pacientes devem tentar perder 5 a 7% de seu peso corporal, chegando a uma taxa de 0,5 a 1,0 kg por semana.

Em pacientes com esteato-hepatite não alcoólica sem diabetes, é indicado uso de Vitamina E, cerca de 800 UI/dia. Se pensarmos em pacientes com diabetes, a terapia hipoglicemiante, fazendo uso de agentes de segunda linha, como exemplos podemos dizer a pioglitazona e agonistas do receptor GLP-1 (por exemplo, liraglutida, semaglutida), sendo opções razoáveis ao uso da metformina.

Se o caso o paciente, estiver com esteatose hepática por álcool, os principais objetivos do tratamento são conseguir estabelecer e manter a abstinência sobre o álcool, e então estabilizar a função hepática. Porém, o tratamento seja para pacientes com cirrose, existem triagens de complicações, como varizes esofágicas, ascite e encefalopatia hepática.

Se ainda restam dúvidas..

Se ainda restam dúvidas sobre o trabalho de um médico hepatologista, se você está sentindo alguns dos sintomas descritos acima, não excite de me procurar. Esclarecer dúvidas e procurar tratamento prévio, são sempre a melhor opção.

Veja mais informações sobre o trabalho de um médico hepatologista, os exames, os tratamentos para as principais doenças relacionadas a hepatologia, em nossos outros artigos informativos.

Pancreatite
Pancreatite, entenda mais sobre a doença
O pâncreas é um órgão presente no nosso sistema digestivo, e ele é o responsável...
Hepatites virais
Hepatites virais, tipos, diagnóstico, prevenção e tratamento
Hepatites virais consistem na inflamação do fígado provocada por uma infecção viral. Podem se apresentar...
Câncer de fígado
Câncer de fígado tem cura?
Uma das primeiras e principais perguntas que são feitas aos médicos do ramo da Hepatologia,...
cirrose hepática
O que significa cirrose hepática
Se ouvir por aí alguém comentando sobre cirrose, cirrose hepática, mas ainda não sabe o...
Abrir bate-papo
1
Escanear o código
Olá
Podemos ajudá-lo?